quinta-feira, 23 de setembro de 2010

xuxu...

"Desculpas?"

Não consigo ficar realmente chateada contigo. Aborrecida, sim, e quantas vezes. Quando teimas em fazer-me parecer-te indiferente. Quando é preciso desdobrar-me toda para te arrancar um simples beijito na cara. Quando pões aquela (desculpem o termo) cara de cu que me tira do sério!

Mas já não te consigo imaginar de outra forma. Gosto de ti de uma maneira tão fofinha e estúpida que, depois de dois dias sem te falar, quando nos voltamos a ver, não resisto a gritar por ti, correr para ti e implorar-te por um pouquinho de feedback...

E há muito que precisava de um abraço teu.

Ontem, quando esse finalmente surgiu... e o mundo fugiu mesmo por debaixo dos meus pés, soube a resposta para a tua pergunta:

"Desculpo, sim. Como seria possível não desculpar?"

Beijo enorme e um abraço dos que nos fazem sentir mil cores
e nos fazem viajar por mil sítios
e nos fazem ouvir mil melodias,

do teu xuxu, que te ama de uma forma muito fofinha e estúpida :)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

São sonhos de miúdos... e de graúdos

Loirito, cara de anjo.

A correr pelo átrio com um sorriso rasgado na cara. Não olha para onde põe os pés, mas sim para o ar. O seu olhar segue aquela pomba.

- Quero um filho assim!
- Como, fofinho?
- Sim. - respondi.
"Não, que sonhe alto. Bem alto! E que corra assim atrás dos seus sonhos!" - pensei.

E continuou o miúdo a correr, de um lado para o outro, com os braços no ar e com a convicção de que apanharia aquela pomba.


E talvez a apanhe, um dia.

talvez...










sábado, 18 de setembro de 2010

Déjà vu

Tantos rostos! Uns novos, outros conhecidos, outros esquecidos... mas, pricipalmente, crescidos, todos! - Aquela miúda dos cabelos pretos e do aparelho nos dentes é agora ruiva e de sorriso perfeito. Hei, e a Rosinha, que já não é a Rosinha! E este rapaz grande quem é? -

Pois, mas 5 minutos depois, a conclusão é: a parvoíce continua. A piadinha sempre pronta, a língua afiada e o humor em alta! Mas eu percebo. Precisam de chamar à atenção. Engrandece-lhes o ego! De qualquer forma, já se habituaram à personagem de bobo da corte. Depois, quando lhes convém, calam-se todos. "Ah e tal, porque quero ir-me embora." Pois, temos pena, eu não, por isso, é a minha vez de fazer barulho. Que chatice!

É que não há paciência!

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Mas também, se assim não fosse, se se tivessem tornado em homens e mulheres, mais maduros e responsáveis, não os reconheceria, e o reviver dos momentos não teria sido tão intenso... dos tempos de catequese, do descer a encosta desamparados, com os guarda-chuvas na mão, todos virados do avesso pelo vento, e a gritar a cada trovão; dos tempos da malha e da macaca; das salas de duas turmas e do som do giz no quadro...

Quando voltei para casa hoje, com a folha rabiscada na mão, o quentinho no coração e os olhos brilhantes e húmidos, com a amiga daqueles e destes tempos também, e quando ela se despediu com um 'até logo' e seguiu o seu caminho, agarrei-me ao que tinha a às memórias e desatei a correr em direcção a casa.

Com cada passada que dei, voltei a ter um metro e pouco, cabelo comprido e grosso, e senti-me de novo uma menina pequena,


senti-me livre, leve, com o espírito de um criança,
a Paulinha dos olhos azuis de sempre :)

Uma migalha |para (me) enternecer|

O meu papá todo queridinho, cá fora de casa, sentado no chão, a fazer festinhas ao gato, como um pai que brinca com um bébé pequeno... :')

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

I like pyjamas...










You like pyjamas :)