sábado, 18 de setembro de 2010

Déjà vu

Tantos rostos! Uns novos, outros conhecidos, outros esquecidos... mas, pricipalmente, crescidos, todos! - Aquela miúda dos cabelos pretos e do aparelho nos dentes é agora ruiva e de sorriso perfeito. Hei, e a Rosinha, que já não é a Rosinha! E este rapaz grande quem é? -

Pois, mas 5 minutos depois, a conclusão é: a parvoíce continua. A piadinha sempre pronta, a língua afiada e o humor em alta! Mas eu percebo. Precisam de chamar à atenção. Engrandece-lhes o ego! De qualquer forma, já se habituaram à personagem de bobo da corte. Depois, quando lhes convém, calam-se todos. "Ah e tal, porque quero ir-me embora." Pois, temos pena, eu não, por isso, é a minha vez de fazer barulho. Que chatice!

É que não há paciência!

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Mas também, se assim não fosse, se se tivessem tornado em homens e mulheres, mais maduros e responsáveis, não os reconheceria, e o reviver dos momentos não teria sido tão intenso... dos tempos de catequese, do descer a encosta desamparados, com os guarda-chuvas na mão, todos virados do avesso pelo vento, e a gritar a cada trovão; dos tempos da malha e da macaca; das salas de duas turmas e do som do giz no quadro...

Quando voltei para casa hoje, com a folha rabiscada na mão, o quentinho no coração e os olhos brilhantes e húmidos, com a amiga daqueles e destes tempos também, e quando ela se despediu com um 'até logo' e seguiu o seu caminho, agarrei-me ao que tinha a às memórias e desatei a correr em direcção a casa.

Com cada passada que dei, voltei a ter um metro e pouco, cabelo comprido e grosso, e senti-me de novo uma menina pequena,


senti-me livre, leve, com o espírito de um criança,
a Paulinha dos olhos azuis de sempre :)

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