[escrito a 1 de Janeiro de 2010]
Soam as doze badaladas, salta-se da cadeira, o copo na mão faz o tão característico "tchim-tchim" ao novo ano e, quando nos apercebemos, estamos a perguntar a nós próprios: "Como será a partir de agora? Melhor? Pior?"
Enfim, quando olho para ontem a única coisa que consigo pensar é: 2009, mais um ano, 365 dias carregados de alegria, esforço, risos, tristeza, partilha, lágrimas, abraços e, acima de tudo, mudança! Muita coisa mudou na minha e nas vossas vidas. Novas sensações, novas dúvidas, mas, apesar de tudo, um sentimento que permanece, a sensação de que foi intenso, sim, mas não foi o suficiente.
Contudo, há uma coisa que não percebo e que me pergunto agora, neste primeiro dia de 2010: Como é que todas estas vivências, todas estas situações e novas experiências, se podem resumir a champanhe, cadeiras, cuequinhas azuis, doze toques de sino, doze passas, doze desejos?
Como é que depois de um ano a viver intensamente nos preocupamos em pedir tudo e mais alguma coisa, o possível e o impossível, naqueles doze segundos, a algo ou alguém que nem sequer sabemos se existe?
Como é que estouramos todos os nossos créditos apenas naquele momento, se o ano são 365/366 dias?
Vamos lá mas é acordar para a vida e fazer pelos sonhos, em vez de esperarmos pela meia-noite do último dia de cada ano para pedirmos ao "além" muita sorte, muito amor, muito dinheiro, muita saúde e muito sei lá o quê...
...e que tal sorrir para aqueles que amamos, abraçar aqueles que amamos, desejar Bom Dia àqueles por quem passamos pela manhã, ler mais, ouvir mais, escrever mais, partilhar mais, ser mais PESSOA?!
Digo-vos que também eu tenho desejos, também eu tenho sonhos. Sim, porque também eu tenho o meu Q de egocentrismo e também eu anseio por um melhor ano, com menos sofrimento que no passado. Mas deixai-me que vos diga que, este ano, e porque, bem ou mal, me tornei numa pessoa mais crescida, mais adulta e, de certa forma, mais consiente, não me concentro nos desejos, porque estes, não passam disso mesmo - uma ambição, um querer mais que profundo - mas sim, nas promessas. Ok, digam-me agora que é hipócrita, que é falso e que é ao jeito dos políticos. Mas quero para este ano, um novo "eu", que em vez de desejar as metas, promete alcançá-las e trabalhar para isso!
E desta forma, correcta ou não, aqui vão as minhas promessas para 2010:
- dedicação, para umas notas melhores
- força, para atravessar os obstáculos
- atenção, para uma melhor percepção dos assuntos
- pesquisa, para uma cultura mais abrangente
- perfeccionismo, para que haja sempre algo a melhorar
- coragem, para aguentar a postura firme nas situações difíceis
- coerência, para que não hajam mal-entendidos
- compreensão, para evitar injustiças para com os outros
- elegância, para uma presença agradável e, acima de tudo, que seja respeitada
- alegria, para aquecer o meu e todos os outros corações
- sorriso, para toda a qualquer altura do dia
- lágrima, apenas para quando for mesmo necessário
e faço questão de destacar este último ponto:
- estudo, muito estudo, para ser alguém um dia! Isto, clarinetísticamente falando, claro.
Prometo - e esta é talvez a promessa que mais quero levar a cabo, talvez porque já o deveria ter feito há bastante tempo, mas, por falta de coragem, ou então, por comodidade, não o fiz - aproveitar todos os momentos para evoluir um pouco mais naquilo que tenho andado a estudar durante estes anos: na Música, mais concretamente, no Clarinete!
Quero, sinceramente, superar todos os meus limites neste novo ano, não desperdiçar um momento que seja para ser grande, para ser MAIOR!
Finalmente, e em jeito de despedida, digo-vos, depois de todo este palavreado, que tenho sim, um desejo muito profundo - ter força de vontade para cumprir tudo aquilo que prometi!
Sim, porque, apesar de estar aqui a fazer trocadilhos de palavras a dizer que vou fazer isto ou aquilo, que não desejo, mas que prometo, etc., não fui hoje abençoada com aquela coisa chamada "vontade" para ser capaz de pôr a trabalhar alguns dos músculos das pernas, os suficientes para me fazerem levantar do sofá e ir "dar ao dedo", entre escalas, estudos e peças, e não entre RTP1, RTP2, SIC, TVI, e mais uns quantos canais que a nova tecnologia nos oferece...
Mas enfim, prometo - e agora sim, esta é a última promessa que faço - que hoje será a última vez!
Com vontade de mudar, de trabalhar e amar mais, despeço-me de vocês!
Até um dia destes, BOM ANO!!
sábado, 9 de janeiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
Por favor...
[Música: "Come away with me", Norah Jones]
Podia pedir uma montanha, o mar, o sol, o mundo inteiro, mas nunca seria suficiente. Podia saltar, gritar, chorar, correr, falar até não ter mais forças, mas nunca ficaria completamente esgotada. Podia perder tudo, mas uma coisa ficará comigo para sempre: estas finas redes que me envolvem e que conseguiste que se agarrassem a mim de uma forma tal, que nunca conseguirei soltar-me delas...
Porque me moves com a tua presença, mesmo que ausente na maior parte das vezes, peço-te que não vás, não agora, não depois, NUNCA! Fica comigo...perto de mim...a sorrir e a fazer-me sonhar...
Poque o mundo é muito mais do que aquilo que vês. Porque a vida tem mais valor quando abres as asas e voas, bem alto!
Por que não queres? Por que não deixas? Por que razão não abres o teu coração?
[ ]
Calma...é fácil. Eu posso ajudar-te. Deixa-me tocar-te, olhar-te nos olhos e sorrir... porque o meu coração não pára quando não estou contigo, mas é como se fosse rebentar. Porque não deixo de respirar quando viras costas, mas a minha respiração torna-se incerta. Porque preciso de olhar nos teus olhos e ver-te feliz!
Vá... não fujas... dá-me a tua mão e sonha comigo. Voamos os dois bem alto, bem para longe daqui. Longe dos problemas, das complicações, do passado...
É a única coisa que te peço: vem comigo. Depois, logo se verá o que fazemos.
Prometo cuidar de ti e amar-te sempre. Só preciso que me dês uma oportunidade, uma única hipótese de te fazer feliz...meu anjo!
Podia pedir uma montanha, o mar, o sol, o mundo inteiro, mas nunca seria suficiente. Podia saltar, gritar, chorar, correr, falar até não ter mais forças, mas nunca ficaria completamente esgotada. Podia perder tudo, mas uma coisa ficará comigo para sempre: estas finas redes que me envolvem e que conseguiste que se agarrassem a mim de uma forma tal, que nunca conseguirei soltar-me delas...
Porque me moves com a tua presença, mesmo que ausente na maior parte das vezes, peço-te que não vás, não agora, não depois, NUNCA! Fica comigo...perto de mim...a sorrir e a fazer-me sonhar...
Poque o mundo é muito mais do que aquilo que vês. Porque a vida tem mais valor quando abres as asas e voas, bem alto!
Por que não queres? Por que não deixas? Por que razão não abres o teu coração?
[ ]
Calma...é fácil. Eu posso ajudar-te. Deixa-me tocar-te, olhar-te nos olhos e sorrir... porque o meu coração não pára quando não estou contigo, mas é como se fosse rebentar. Porque não deixo de respirar quando viras costas, mas a minha respiração torna-se incerta. Porque preciso de olhar nos teus olhos e ver-te feliz!
Vá... não fujas... dá-me a tua mão e sonha comigo. Voamos os dois bem alto, bem para longe daqui. Longe dos problemas, das complicações, do passado...
É a única coisa que te peço: vem comigo. Depois, logo se verá o que fazemos.
Prometo cuidar de ti e amar-te sempre. Só preciso que me dês uma oportunidade, uma única hipótese de te fazer feliz...meu anjo!
domingo, 29 de novembro de 2009
Surpresa...
Naquele dia, mais um de muitos, todos iguais, que se seguem pela velha rotina... enfim, fora os devaneios, ia eu a dizer que...
Naquele dia, quando ia a sair "daquele" edifício que é como uma segunda casa para mim (com salas em vez de quartos, professores em vez de pais e amigos em vez de irmãos) apercebi-me, num espaço de milésimos de segundo, que havia algo novo no ar, ou melhor, algo que se tinha ausentado por longos tempos, mas que tinha regressado, naquele preciso dia, para me iluminar. Olhei para cima, e lá estavas tu, tal como tinha sentido... linda, madura, inteligente, ESPECIAL, como sempre foste!!
Fiquei tão feliz por te ver... nem imaginas. A capacidade que tens de me fazer voar, para o mais alto de todos os sonhos!! Aquele segredo que trazes contigo, és única! Fazes-me sentir uma paz cá dentro de mim, que não consigo explicar. Só me resta agradecer-te por teres voltado para me fazer companhia... a mim e a muitos outros: sonhadores clandestinos que em ti procuram respostas e em ti se aconchegam durante aquelas noites mais frias e tristes... sim, porque são muitos os que se deixam guiar por ti nas noites escuras, e são muitos aqueles que sorriem quando apareces assim de SURPRESA. Porque, tal como disse um dia destes a um "amigo":
"Olhar para a lua não paga imposto
não é preciso marcar hora.
Olhas quando quiseres
e ninguém se chateia contigo por olhares,
porque "ela" chega para todos.
Não é como o resto das coisas na vida,
que tens de lutar e sofrer para ter.
Basta que esteja lá em cima,
Tal como hoje..."
E assim termino este post, porque também não tenho muito mais a dizer.
Apenas que tive imensas saudades tuas e que me fizeste muita falta.
Naquele dia, quando ia a sair "daquele" edifício que é como uma segunda casa para mim (com salas em vez de quartos, professores em vez de pais e amigos em vez de irmãos) apercebi-me, num espaço de milésimos de segundo, que havia algo novo no ar, ou melhor, algo que se tinha ausentado por longos tempos, mas que tinha regressado, naquele preciso dia, para me iluminar. Olhei para cima, e lá estavas tu, tal como tinha sentido... linda, madura, inteligente, ESPECIAL, como sempre foste!!
Fiquei tão feliz por te ver... nem imaginas. A capacidade que tens de me fazer voar, para o mais alto de todos os sonhos!! Aquele segredo que trazes contigo, és única! Fazes-me sentir uma paz cá dentro de mim, que não consigo explicar. Só me resta agradecer-te por teres voltado para me fazer companhia... a mim e a muitos outros: sonhadores clandestinos que em ti procuram respostas e em ti se aconchegam durante aquelas noites mais frias e tristes... sim, porque são muitos os que se deixam guiar por ti nas noites escuras, e são muitos aqueles que sorriem quando apareces assim de SURPRESA. Porque, tal como disse um dia destes a um "amigo":
"Olhar para a lua não paga imposto
não é preciso marcar hora.
Olhas quando quiseres
e ninguém se chateia contigo por olhares,
porque "ela" chega para todos.
Não é como o resto das coisas na vida,
que tens de lutar e sofrer para ter.
Basta que esteja lá em cima,
Tal como hoje..."
E assim termino este post, porque também não tenho muito mais a dizer.
Apenas que tive imensas saudades tuas e que me fizeste muita falta.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Reacender
"Como um fantasma que passava por mim sem me ver, sem me olhar sequer..."
Eras tu, até há umas semanas atrás. Era como se não existisse. Cheguei ao ponto em que comecei a viver uma vontade falsa que me alimentava a alma. Um "olá" aqui, um escasso olhar aculá... ia-me alimentando desta miséria que me fazia estupidamente feliz e terrivelmente insatisfeita, ao mesmo tempo. Era um sofrimento que já nem me atingia. Como se de uma anestesia geral se tratasse.
Quando dei por mim a pensar, apercebi-me de que já nem sabia o que queria. Já não sentia, e se sentia, era algo que não sabia explicar. Como uma existência ausente. Como se me estivesse a ver a mim própria dentro de uma armadura de vidro: resistente ao som, mas não à pancada...
E há uns dias, essa pancada veio arrasar-me. Quebraste a barreira. Atreveste-te. Deixaste-me mal e profundamente triste.
Mas ainda bem que o fizeste!
Porque foi a partir daí que tudo renasceu. A chama voltou a acender.
[...]
A esperança começa a espreitar lá no fundo do coração...
Afinal, lembras-te de que existo! Foi bom chegar a essa conclusão, ainda que possa ser mera ilusão minha... mas uma coisa é certa:
tu ainda sabes que estou aqui, porque senão não tinhas vindo ter comigo...
Eras tu, até há umas semanas atrás. Era como se não existisse. Cheguei ao ponto em que comecei a viver uma vontade falsa que me alimentava a alma. Um "olá" aqui, um escasso olhar aculá... ia-me alimentando desta miséria que me fazia estupidamente feliz e terrivelmente insatisfeita, ao mesmo tempo. Era um sofrimento que já nem me atingia. Como se de uma anestesia geral se tratasse.
Quando dei por mim a pensar, apercebi-me de que já nem sabia o que queria. Já não sentia, e se sentia, era algo que não sabia explicar. Como uma existência ausente. Como se me estivesse a ver a mim própria dentro de uma armadura de vidro: resistente ao som, mas não à pancada...
E há uns dias, essa pancada veio arrasar-me. Quebraste a barreira. Atreveste-te. Deixaste-me mal e profundamente triste.
Mas ainda bem que o fizeste!
Porque foi a partir daí que tudo renasceu. A chama voltou a acender.
[...]
A esperança começa a espreitar lá no fundo do coração...
Afinal, lembras-te de que existo! Foi bom chegar a essa conclusão, ainda que possa ser mera ilusão minha... mas uma coisa é certa:
tu ainda sabes que estou aqui, porque senão não tinhas vindo ter comigo...
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Diz la outra vez...
Olá!
Depois de um período de relativo afastamento daquilo que é transmitir sentimentos e emoções para este cantinho meu, estou aqui de novo, a ver se consigo escrever algo. Sim, porque ultimamente não me apetece nada, mas quero tudo.
Enfim, gostava de vos dizer o que se vai passando, mas acho que não o sei explicar, nem tão pouco o sei sentir. De uma forma simples, não sei nada. Apenas um monte de recordações vai passando pela minha cabeça. Às vezes, feitas atrevidas, descem um pouco e ousam roçar-se pertinho do meu coração. ERRO FATAL!! E pronto, está tudo estragado...
Bem, é melhor rever o que escrevi. Acho que não estou a dizer nada com nada!
[...]
Agora, o que está, está. Também não tenho vontade de alterar seja o que for.
Pronto, vamos lá tentar fazer algo de construtivo!
Temática deste post: O nome do blog
"(no meio duma daquelas conversas sem significado nenhum com o meu querido Mário)
EU - Tenho medo das pombas e das gaivotas! São umas porcas! Nunca sabemos quando nos vão deixar um presente em cima!
MARIO - Pois, mas se calhar tens medo, porque és uma migalha e elas podem comer-te... (risos)
EU (num daqueles pensamentos em voz alta) - Migalha. Eu, uma migalha. Migalha, migalha, migalhinha, migalhinha, MIGALHINHA!! É isso mesmo! Gosto do nome..."
E assim ficou...Migalhinha p'ra aqui, migalhinha p'ra aculá... Até que este meu pequenino nome foi sendo esquecido...
Mas, às vezes, lá vou eu, sorrateira, até ele e lhe peço que o diga outra vez da forma mais doce que conseguir...
...porque aquele nome, vindo daquela voz, e com aquela carinha de parvo à mistura, me aquece o caraçaozinho, naqueles dias mais tristes ou vazios... ou apenas quando, simplesmente, me apetece sentir especial...
...porque gosto de ti e me és especial... amigo Mário!!
Da tua migalhinha
Depois de um período de relativo afastamento daquilo que é transmitir sentimentos e emoções para este cantinho meu, estou aqui de novo, a ver se consigo escrever algo. Sim, porque ultimamente não me apetece nada, mas quero tudo.
Enfim, gostava de vos dizer o que se vai passando, mas acho que não o sei explicar, nem tão pouco o sei sentir. De uma forma simples, não sei nada. Apenas um monte de recordações vai passando pela minha cabeça. Às vezes, feitas atrevidas, descem um pouco e ousam roçar-se pertinho do meu coração. ERRO FATAL!! E pronto, está tudo estragado...
Bem, é melhor rever o que escrevi. Acho que não estou a dizer nada com nada!
[...]
Agora, o que está, está. Também não tenho vontade de alterar seja o que for.
Pronto, vamos lá tentar fazer algo de construtivo!
Temática deste post: O nome do blog
"(no meio duma daquelas conversas sem significado nenhum com o meu querido Mário)
EU - Tenho medo das pombas e das gaivotas! São umas porcas! Nunca sabemos quando nos vão deixar um presente em cima!
MARIO - Pois, mas se calhar tens medo, porque és uma migalha e elas podem comer-te... (risos)
EU (num daqueles pensamentos em voz alta) - Migalha. Eu, uma migalha. Migalha, migalha, migalhinha, migalhinha, MIGALHINHA!! É isso mesmo! Gosto do nome..."
E assim ficou...Migalhinha p'ra aqui, migalhinha p'ra aculá... Até que este meu pequenino nome foi sendo esquecido...
Mas, às vezes, lá vou eu, sorrateira, até ele e lhe peço que o diga outra vez da forma mais doce que conseguir...
...porque aquele nome, vindo daquela voz, e com aquela carinha de parvo à mistura, me aquece o caraçaozinho, naqueles dias mais tristes ou vazios... ou apenas quando, simplesmente, me apetece sentir especial...
...porque gosto de ti e me és especial... amigo Mário!!
Da tua migalhinha
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