"Como um fantasma que passava por mim sem me ver, sem me olhar sequer..."
Eras tu, até há umas semanas atrás. Era como se não existisse. Cheguei ao ponto em que comecei a viver uma vontade falsa que me alimentava a alma. Um "olá" aqui, um escasso olhar aculá... ia-me alimentando desta miséria que me fazia estupidamente feliz e terrivelmente insatisfeita, ao mesmo tempo. Era um sofrimento que já nem me atingia. Como se de uma anestesia geral se tratasse.
Quando dei por mim a pensar, apercebi-me de que já nem sabia o que queria. Já não sentia, e se sentia, era algo que não sabia explicar. Como uma existência ausente. Como se me estivesse a ver a mim própria dentro de uma armadura de vidro: resistente ao som, mas não à pancada...
E há uns dias, essa pancada veio arrasar-me. Quebraste a barreira. Atreveste-te. Deixaste-me mal e profundamente triste.
Mas ainda bem que o fizeste!
Porque foi a partir daí que tudo renasceu. A chama voltou a acender.
[...]
A esperança começa a espreitar lá no fundo do coração...
Afinal, lembras-te de que existo! Foi bom chegar a essa conclusão, ainda que possa ser mera ilusão minha... mas uma coisa é certa:
tu ainda sabes que estou aqui, porque senão não tinhas vindo ter comigo...
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Um comentário:
Isto quer dizer alguma coisa??? :)
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