Li algures e, de facto, vem mesmo a calhar. Aproveito para me desculpar àquele que tem seguido atentamente este blogue e que se tem esbarrado sempre no mesmo texto, porque já não digo nada há uns tempos.
Não me apetece. Não é um não apetecer de "não quero saber disto". É mais um não apetecer de "bolas, já tem sido tudo tão duro para mim. Porquê publicar e tornar as coisas ainda mais permanentes?" ou então "Não tenho palavras. São coisas. Fazem-me chorar e sentir uma dor não sei bem onde. Coisas..."
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Álvaro de Campos
São coisas. Talvez cansaço. Ou outra coisa que não cansaço. Coisas, portanto...


Um comentário:
Triste?? a menina importa-se de dizer o se anda a passar?
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