Há gestos e gestos. Há aqueles que são simples acções motoras. Há outros que envolvem em si um sentimento e trazem amarrados a cada movimento uma intensão muito forte.
Muitas vezes os gestos passam despercebidos, porque vêm de fora de nós. Mas quando alguém faz uma viagem de dentro de si para transmitir algo, é impossível que esse sentimento não chegue cá dentro e não faça em nós uma explosão.
Há dias, fez-se em mim esse "fogo-de-artifício". Há dias, alguém conseguiu que o seu abraço não fosse apenas um aconchegar de corpos, um envolver de braços. E foi aí que percebi que, por vezes, nos distraímos daquilo que é realmente importante - aqueles que nos amam de verdade.
Porque um abraço é um gesto de amor, sim, mas é também uma prova de confiança, porque nunca sabemos aquilo que os olhos do outro dizem nas nossas costas. Mas quando o gesto é genuíno, quando vem de dentro, sente-se uma energia inexplicável, um calor que aquece não o corpo, mas a alma. São esse tipo de sensações que se apoderam de nós, que fazem a diferença entre gestos.
Foi há dias atrás que alguém me fez perceber tudo isto e me mostrou como se ama verdadeiramente. Foi há dias que senti, por todo o meu corpo, aquele que é o amor incondicional.
Quero com isto agradecer à minha avó o facto de me ter ensinado o que é amar... Me ter ensinado como podemos dizer amo-te sem palavras...
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