segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Disse ela: "I need a hero!"

I need a hero
que me tire daqui,
que me faça voar pelas montanhas
e cavalgar os céus.
que me dê a conhecer novas cores,
que me dê a provar outros sabores.

I need a hero
que me faça amá-lo e à vida!
que me toque como se uma borboleta eu fosse
e que me beije como quem beija o último suspiro.
que me olhe, não de cima nem para cima,
mas me olhe, nos olhos
e me transmita paz com apenas esse gesto.

I need a hero
que me convide a morar na lua
e que eu não sinta medo de o fazer,
porque, nesse momento,
eu terei conhecido o amor!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Noites doces ;)



terça-feira, 16 de novembro de 2010

E é, basicamente, isto:

Li algures e, de facto, vem mesmo a calhar. Aproveito para me desculpar àquele que tem seguido atentamente este blogue e que se tem esbarrado sempre no mesmo texto, porque já não digo nada há uns tempos.

Não me apetece. Não é um não apetecer de "não quero saber disto". É mais um não apetecer de "bolas, já tem sido tudo tão duro para mim. Porquê publicar e tornar as coisas ainda mais permanentes?" ou então "Não tenho palavras. São coisas. Fazem-me chorar e sentir uma dor não sei bem onde. Coisas..."

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Álvaro de Campos



São coisas. Talvez cansaço. Ou outra coisa que não cansaço. Coisas, portanto...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

É grave?

Ontem, quando me deitei, liguei a rádio, enrosquei-me nos lençóis,

e foi entre soluços e lágrimas que adormeci.
O coração apertado e a alma, essa, tão magoada...

sábado, 23 de outubro de 2010

Sinto falta de gente verdadeira...

Já não escrevo há uns tempos. 'Como se se apagassem as luzes de onde vem aquela coisa estranha chamada inspiração. A peça corre, vão-se desenrolando as cenas e os actos. Ora entra uma personagem, ora sai outra. O guião, esse, perdi-o há uns dias, semanas talvez...

Não tenho vontade de o procurar. Que façam o que quiserem, as personagens, que digam o que quiserem. Não sou mais uma realizadora. Não dou mais uma opinião. Pelo menos, por agora, enquanto a minha vontade é que sejam os outros a traçar o caminho. Eu os sigo, na estrada ao lado, para não entrar em conflito. No fim, lá chegarei como eles. Provavelmente mais parecida comigo mesma do que eles com eles próprios.

Não me quero meter. Façam a peça à vontade. No fim, aplaudirei da plateia e farei uma ovação em pé. Sorrirei e pensarei "Bela merda que fizeram. Parabéns por serem tão boas pessoas, tão bons colegas, tão bons companheiros e conselheiros. Parabéns pelas personagens tão bem caracterizadas. Parabéns, por serem todos tão falsos."

E no meio de tudo isto, no meio de toda esta gente, algures, por aí, estarão aqueles que realmente importam, que sempre me apoiaram e disseram a verdade, à espera que eu venha embora do Teatro, para irmos todos dar uma voltinha, conversar e sermos nós próprios, porque, com os amigos, os verdadeiros, não precisamos duma personagem!


"
Gostaria, muito rapidamente, de sublinhar um aspecto importante desta questão da solidão, (...) É a minha companhia, quando nao me enquadro em certas e determinadas, e mais uma vez, também indeterminadas multidões! Multidões que nunca mais acabam, de gente que por muito que fale, continua sem me dizer nada, Aproveito também para referir um facto engraçado; conheço muita gente, amigos tenho meia dúzia,"
in Marccadággua